Mídias: aliadas do ensino e do educador

By Ingrid Strelow

O uso de jornais, revistas, videos, programas de TV e softwares se popularizou ao longo do tempo como forma de enriquecer as aulas de todas as áreas e tem sido incentivado como forma de se estudar de maneira mais dinâmica e atraente para os alunos. Em todos os níveis de ensino esses são recursos de que lançamos mão para dar suporte ao aprendizado seja como estímulo visual, seja como complemento informativo que possibilite o enriquecimento de argumentos e trocas de experiências.

Quando esse contato com as mídias se dá, para uma população como a nossa, que tem pouca tradição de leitura ou com a crítica aos programas televisivos, paramos para pensar sobre como auxiliar os estudantes a desenvolver essas potencialidades. Da mesma forma, podemos dizer que essa reflexão acontece quando celulares, tablets e redes sociais passam a fazer parte da rotina da sala de aula.

Apenas “absorver” informações que lhe são passadas através das ferramentas de ensino é algo que dificilmente acontecerá se for facilitado ao aluno estar em um contexto que propicia o diálogo, o questionamento da realidade e mesmo do excesso de informações veiculadas na internet.

Seria subestimar o uso das redes sociais pensarmos que elas apenas servem para indivíduos serem “seguidos” ou seguirem, ou divulgarem seus currículos. Elas permitem muito mais que isso! Podem ser espaço de trocas entre os educadores, divulgando suas experiências, dúvidas, oportunidades…

Muitas vezes ouvimos que a grande preocupação é com a entrada dos smartphones e tablets nas escolas; isso é um impeditivo para que se aproveite o jeito diferente de aprender que esses são Objetos de Aprendizagem (OAs)! As redes sociais através desses OAs poderão deixar de ser um problema se forem usadas para questionar ética, bullying, comportamentos socialmente aceitos ou não e se criarmos espaços para revisão de conteúdos ou discussão de temas pertinentes ao conteúdo trabalhado em grupos fechados e que tendem a fomentar o desejo de participar, de se envolver em algo que seja realmente interessante para as crianças e os adolescentes. E para os adultos também!

Quando fazemos oficinas em que os professores fazem os primeiros contatos com os iPads, vemos que, vencido o temor inicial, uma empolgação toma conta e do deslumbramento passamos à análise de possibilidades de aproveitamento tanto de aplicativos nativos (como câmera, filmadora, bloco de notas ou calendário), como de jogos, livros, desafios e brincadeiras que geralmente têm um objetivo além da brincadeira, desenvolvendo habilidades visuais, matemáticas, de lógica ou linguística. Ao descobrir que na internet e em aplicativos é possível encontrarmos notícias, jornais, revistas e muitos outros materiais, compartilhados gratuitamente, há uma abertura de horizontes e uma apropriação desses materiais de modo diferente: é possível selecioná-los com maior facilidade, trabalhar com autorias diversas e preparar os próprios “livros didáticos”, sendo através de blogs, apostilas ou como preferir. E quando chega o final, um “aaaaahhhh” se houve, porque o desejo é de continuidade.

Por isso, reforço que o investimento para que educador se aproprie das tecnologias educacionais é fundamental, tanto quanto o papel do professor como mediador e incentivador do debate se mostra imprescindível. Sem ele, a tecnologia também fica subutilizada, assim como todo o conhecimento acumulado pela humanidade. Afinal de contas, sem saber utilizá-la, ela não passa de um monte de teorias vãs.

 

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